terça-feira, 30 de abril de 2013

Retirando o ingresso pro show do Paul

Bom, agora que já fiz uma introdução, é hora de começar a narrar...


Creio que muitos outros goianos (e até mesmo goianienses), assim como eu, nunca foram ao Estádio Serra Dourada. Hoje à tarde fui lá, buscar meu ingresso para o show de Paul McCartney, que vai ser na próxima segunda. A ansiosidade por pegar o ingresso, bem como pra já conferir um pouco do local, era bem grande.


Chegando lá, deparei com algumas situações. Não foi o clima. Aliás, pelo pouco tempo que estou aqui, já que sei que o calor, o tempo seco, bem como altas umidades e chuvas, são um registro comum da cidade. Enfim...


Eu não consigo entender certas situações. Havia poucas pessoas na fila, e mesmo assim havia uma boa bagunça. Como já notei, e vou mostrar aos poucos, o que Goiânia tem de bom, tem de ruim. E, no quesito prestação de serviços, mesmo os particulares carecem de uma organização. O que me chamava atenção na fila foi que várias das pessoas não conseguiram retirar seus respectivos ingressos, porque não havia levado o cartão de crédito. Detalhe: estava escrito no voucher de compra que, para retirar os ingressos, era necessário levar um documento original com foto, o voucher assinado e...o cartão de crédito.


Normalmente, não teria dado a mínima. Mas, como a situação causou tanta indignação e constrangimentos, fiquei com a pulga atrás da orelha. Ao mesmo tempo que entendia o esforço dos funcionários em cumprir e fazer valer o 'protocolo', fiquei pensando o que tem a ver um cartão de crédito com toda essa baderna. Claro que há o ponto de que tal cláusula estava no voucher, portanto na política de venda da empresa. Mas, ainda assim achei estranho. Outros estavam reclamando de não terem levado as suas carteiras de estudante, para comprovarem a meia entrada. Mas, nessa altura do campeonato, já tinha desligado a cabeça para esses detalhes. Como eu tinha tudo 'em ordem', só queria pegar meu ingresso, sair daquele sol quente, e vir pra casa.


O nível de tensão estava, digamos, alto. Mas, ainda assim, pude conversar um pouco com algumas pessoas. A maioria estava vendo Paul pela primeira vez. Mesmo já o tendo assistido, no Rio em 2011, parecia que também seria minha primeira vez. Gente do interior do Estado todo estavam vindo, o que achei bacana. Alguns me disseram que parentes do Mato Grosso e do Tocantins viriam para o show, e que não achavam ruim a ideia de Goiânia receber a apresentação, cuja ideia inicial era para ser em Brasília. Ao contrário, estavam todos contentes. Se foi mais pelo fato de ter um artista tão importante na cidade, ou como tal fato chegou a ser concretizado, eu não sei. Como eu disse um pouco antes, a cidade cresce, as opções de lazer também. Mas ainda há muitos percalços para serem superados.


Foi quando notei a bela vista que cercava o Estádio. Por ter a estrutura alta, pode-se ver várias partes da cidade de lá: bem no centro da entrada principal, a longa distância da Avenida 88, os prédios da PUC - GO do lado direito, e o Jardim Goiás do lado esquerdo. Mais além; boa parte do centro e do Setor Sul estão a mostra. No fundo, literalmente em uma vale, vai o córrego Botafogo, totalmente cercado por uma extensa e barulhosa Marginal, agora ainda mais bagunçada, visto que há viadutos sendo construídos em alguns cruzamentos cruciais. O progresso também chega em Goiás. E, embora de jeito estranho e bagunçado, ele traz os benefícios. A cada dia que passo aqui, vejo que a melhor forma de olhar pra Goiânia é entender a sua especificidade. Se vocês me perguntarem, ainda não terei a resposta. 


Lamento ter esquecido de tirar uma foto dessa vista, mesmo não tendo uma câmera que faz panorâmicas. Fico arrependido agora, mas como tive a ideia do blog apenas quando cheguei em casa, estou perdoado. Deixarei uma foto aqui quando eu voltar lá, já que isso não vai demorar.


Fica aqui embaixo uma foto do ingresso. Não é o mais bonito que já vi, mas vale bem a pena.


Apresentação


Olá a todos!

O meu objetivo com esse blog é descrever um pouco do que vejo no dia-a-dia pela cidade de Goiânia. Moro aqui há - oficialmente - 3 meses, mas desde o ano passado tenho bastante contanto com a cidade. Sou do interior do Estado, de Jataí, mas morei os últimos cinco anos em Uberlândia, onde me graduei em História pela Universidade Federal de Uberlândia. 

Quando mudei para cá, senti um certo choque cultural. Comparei as divergências de Goiânia com Uberlândia, e as várias aproximações também. Estas duas cidades estão permeadas de Indústrias e produção agropecuária, não somente pelos seu municípios, mas também por regiões (Uberlândia é a 'Capital' do Triângulo Mineiro, ao passo que Goiânia é a capital do Estado de Goiás, região agropecuária por excelência). 

Por meio de fotos, vídeos - quando der certo -, e textos com as minhas observações, procurarei mostrar uma cidade que vai muito além do Folclore sobre ela mesmo. Ou, no menor das probabilidades, reforçar algumas visões. Até isso, creio eu, será um bom lucro.

Para terminar essa apresentação inicial, vou estabelecer algumas coisas. Primeiramente, não terei um cronograma certo para postagens. Se eu conseguir manter a média de uma por semana, já estou satisfeito pelo começo. Espero que aqui seja um 'laboratório', onde eu possa ensaiar qualquer coisa que eu quero escrever, fotografar, e etc. Gostaria de expor, também, o porquê de estar realizando este blog: a primeira justificativa já foi descrita, aqui acima. E a segunda é...bom, uma tentativa de fugir do tédio e preencher o dia. 

Espero que, para àqueles que acessarem o blog, gostem.

Abraços.

Ps: coloco aqui abaixo uma das fotos que eu tirei pela cidade. À medida do Tempo, espero postar fotos mais bem produzidas, já que fotografia é uma área na qual quero me aprimorar.

(Essa foto foi tirada no ano passado, e usei o Samsung Galaxy 3. Ela é de uma cobertura que fica em frente à praça da T-8, na esquina do cruzamento entre as avenidas T-8 e T-2. Realmente, eu não lembro o que fazia lá, mas acho que ficou boa. Dá pra ver o resto do Setor Bueno ao fundo, no sentindo Aparecida de Goiânia.)