Mesmo demorando um tempo para voltar a postar, aqui estou eu.
Percebo que foi uma boa escolha não ter definido uma data para postar novamente. As vezes enrolo bastante, e sem ter compromisso - ainda - com o blog me deixa bem mais a vontade.
Mas, enfim...
A duas semanas atrás, precisamente segunda feira, dia 06 de maio, teve o show do Paul aqui em Goiânia. Estava muito ansioso pra assistir-lo, já que uma oportunidade dessas aqui ia demorar um bom tempo para acontecer de novo.
Meus amigos Letícia e Rafael vieram, e fomos nós três para o Serra Dourada. Já havia assistido ao Paul com ele antes, em 2011, no Rio de Janeiro. Aquela foi uma boa viagem. Tirando o extremo cansaço de acampar em frente ao portão do Estádio, ficar em pé por umas 8 seguidas, e ainda estar sobre o efeito de um antibiótico, foi tudo muito bom.
Agora, estávamos em setores diferentes. Enquanto eles iriam encarar a arquibancada, eu estaria na Pista Premium, em frente ao palco. Apesar da ansiedade de poder ver o show bem de perto, logo quando eu entrei sabia que teria um contra em tudo isso.
Voltando um pouco no tempo...
As filas para a entrada do estádio estavam gigantescas. Primeiramente, não havia informação o suficiente para a demanda de público. Pra quem não conhece, a principal entrada do Serra Dourada é através de uma rampa que fica em frente à Avenida A, e foi lá onde ficaram concentradas as entradas para todos os setores. Sim, ao invés de abrir as diversas entradas do estádio, para fazer de cada uma delas entradas específicas para cada setor, os produtores resolveram colocar todas as entradas por aquela rampa. No começo e no final, havia os guichês que separariam as entradas.
Enfim, depois de uma espera um tanto boa - eu creio que foi uns 45 minutos -, consegui achar minha fila certa. Foi aí que eu reparei que as escadas laterais da rampa não haviam sido fechadas, o que resultou numa baderna de 'fura-filas', fazendo com que a fila 'principal' (se aquela altura ainda existia aquilo) não andasse.
A essa hora, eu concentrava meus esforços para não xingar uma família na minha frente. Totalmente felizes pela realização de um sonho que ocorreria algumas horas a frente, ficavam totalmente bêbados e cantando diversas músicas dos beatles, como 'Come Together', 'Help' e 'In My Life'...normalmente faria nada, mas já que eram tão irritantes, porque não cantavam as músicas do Beatle que iriam assistir? Por que encher o saco com músicas de um cara que morreu há mais de 30 anos? Sim, essas músicas são de John Lennon, e Paul McCartney não as toca há MUITOS anos.
Abaixo, coloquei duas fotos que mostram a situação da fila. Usei a câmera do meu celular, e mesmo as fotos não ficando muito boas, consegue-se ver um pouco da situação.
A primeira foto foi tirada quando chegamos ao estadio. Na esquerda da foto, onde provavelmente seria o início da fila é, na verdade, onde ela estava se dividindo. Até então, era uma arruaça de pessoas, um amontoado de gente que não tinha a mínima noção de como a entrada estava sendo (des) organizada.
Na segunda, eu tirei quando eu finalmente tinha alcançado o primeiro guichê que separava as filas. Já estava na fila a mais de 40 minutos, e totalmente estressado. Cá entre nós, a família que me estressou ainda mais deve ser essa à minha frente, a começar por essa loira aí.
Enfim, cheguei no gramado. O palco muito bonito, muito bem arrumado, e o estádio lotado. Sim, estava muito cheio. Pela próxima meia hora, ficamos escutando um Dj que tocava várias músicas dos Beatles em versões remixadas. Confesso que algumas ficaram bem legais, como 'Day Tripper' e 'Back in the U.S.S.R.', mas de resto, nem me chamou muito a atenção.
E então, começaram os vídeos de introdução do show. Eu não saberia dizer se eram iguais ou apenas similares aos do show no Rio, mas, seja igual ou não o de dois anos atrás, foi algo muito bem bolado. Tá certo, depois dos 10 minutos fica totalmente enjoativo, mas até então, era bem bacana. Um passeio pelos 70 anos da vida de Sir Paul McCartney, incluindo seus casamentos, filhos, carreira solo, e Beatles.
Aqui embaixo, duas fotos desse momento:
E eis que, depois de um tempo esperando, surge um dos astros da noite: Num terno Rosa, Macca entra no palco, e o público vai a delírio!!! Sensacional...foi ótimo ver o cara de perto, mas ver as adolescentes de meia idade gritando ao meu lado, junto com suas enrugadas tatuagens dos Fab Four andando pela Abbey Road, ou os mesmos fazendo o sinal Help em código, me fez pensar se a arquibancada também não teria suas vantagens, assistindo tudo sentado, sem precisar me preocupar com pisões no tornozelo.
Fora isso, o show foi excelente. Sem dúvida, muito melhor que o do Rio. Um set list bem diferente, a começar de 'Eight Days a Week', que não era tocada desde 1965, uma época na qual nem minha mãe os conhecia.
Desde o começo da apresentação, ficava pensando: Seria legal ter um fato que destacasse a apresentação de Paul aqui em Goiânia. Nada de ser qualquer regionalismo, até porque o artista preocupa em dizer algumas palavras em português, tentando seguir o sotaque e as gírias locais.
Eis que vejo, e percebo que o palco possui efeitos especiais bem 'naturais'. O que eu achava que eram partículas da pirotecnia, ou mesmo da fumaça do palco, eram uma chuva de gafanhotos e mariposas. Daí lembrei: estamos no cerrado. Welcome, Paul!!!
Não consegui tirar muitas fotos dos animais, pois eram bem pequenos, e a resolução da câmera do meu celular, bem fraca. Mas consegui uma que, mais ou menos, mostra isso. Se repararem bem, há um gafanhoto na manga direita de Paul, quando este estava sentado ao piano. Se não me engano, a música era 'The Long and Winding Road'. Acredito que deveria ser Harold, um gafanhoto nomeado por Paul, que passou boa parte do show em seu ombro. Sim, sempre há alguém mais premium!!!
Agora, vou ficando por aqui. Vou postar mais algumas fotos embaixo. See ya!!!