sexta-feira, 7 de junho de 2013

Indo ao Samambaia

Na quarta feira da semana passada, fui ao Campus 2 da UFG, mais conhecido como Samambaia. Lá deve ter muitas samambaias, embora eu não tenha reparado em sequer alguma. Como de costume, fui lá tirar umas fotos. Ao mesmo tempo em que foi uma ideia bacana, foi também bem cansativa: não só pela distância da minha casa, mas pelo fato do trânsito estar bem caótico. Demorei cerca de 50 minutos pra chegar lá, e isso indo pela BR-153. Fico imaginando quem estuda lá e vai de Ônibus.

Enfim...

O Campus é muito bonito, sem dúvida alguma. Fazendo uma comparação com o Campus Santa Mônica da UFU, onde estudei por cinco anos, o Samambaia não é somente mais arborizado, mas 'ainda' não tem a cidade totalmente engolindo seus arredores. Digo entre aspas porque a sua localização é nos limites do município de Goiânia, já próximo a cidade de Nerópolis, entre outras. Com o aumento da densidade demográfica nessa região, aos poucos o Campus vem sendo circundado por habitações. 

Mesmo assim, a área do Campus é imensa, e essa crescente Urbanização ao seu redor parece não ter muita importância, vide seu tamanho. Pelo seu terreno elevado, é possível ver a cidade bem ao fundo, dando uma visão bem privilegiada e, ao meu ver, bonita. Tirei umas fotos de lá, e acho que ficaram muito boas.

Famoso pelos seus macacos, dessa vez me frustrei, pois não vi nenhum lá. Em contrapartida, vi um cachorro vira-lata, e o usei como 'modelo' para algumas fotos. Me lembro de junho do ano passado, quando fui lá pela primeira vez, participar da ANPUH-GO. Não morava aqui ainda, e tudo ainda era bem estranho. Exceto o curso de História... Encontrei uns macacos lá, e por pouco meu lanche não fora roubado. Se eu achasse as fotos...

Imaginei como teria sido se não tivesse prestado o Vestibular na UFPR, em 2007, e tivesse prestado aqui na UFG. Se eu teria sido aprovado, ou não, não sei. O óbvio é que eu não teria morado em Uberlândia, já estaria morando aqui em Goiânia por cinco anos, e minha visão sobre a cidade com certeza teria mudado. Se pra melhor, ou pior, não sei. Ao andar por ele, encontrei antigos conhecidos, de Jataí, inclusive. Nunca pensei que esse lugar seria um poço de reminiscências.

A essa altura do campeonato, com praticamente um mês de curso, já percebi algumas melhoras nas minhas fotos. Fico feliz. Acho que estou percorrendo o caminho certo pra me tornar mais profissional. Tentei tirar algumas fotos contra o sol e através de vidros, e o resultado me satisfez, pela inexperiência da tentativa. 
Até uma próxima vez...

Fotos:














segunda-feira, 27 de maio de 2013

#ISO #White Balance #BigSand #AngryCow

Na semana passada, sai duas vezes para tirar umas fotos. Para começar a praticar, escolhi dois parques da cidade, o Vaca Brava e o Areião, por serem locais de belas paisagens. Creio que foram as primeiras vezes nas quais sai com o intuito de tirar fotos incorporando as noções de enquadramento, regra dos terços, balanço de branco, etc.
Recentemente, eu ganhei da minha mãe uma Canon EOS T5I, uma excelente câmera, mais um passo para uma futura profissionalização. Com uma variedade muito grande de recursos, puder tirar fotos usando diversas configurações, que hora davam um aspecto de um dia mais claro, ora de uma dia mais nublado (especialmente no caso do Areião, já que no Vaca Brava fui a noite). O melhor de tudo foi ter tirado essas fotos entre as 17 horas e as 18 e 30. Nessa época do ano, o sol já está bem baixo nesses horários.
Abaixo, coloco duas fotos que mostram um enquadramento semelhante no Areião. A primeira foto, configurei o ISO em 200, e a segunda, em ISO 800. Notem a diferença de nitidez:






Nem preciso dizer o tanto que fiquei empolgado com a gama de opções do aparelho. Claro que isso também traz dúvidas, pois com tantas opções, a escolha de uma para determinado trabalho deve atender a uma proposta bem delimitada e criativa. O que não tira a magia de tudo isso, ao menos para mim.




As fotos acima foram tiradas a partir das 18 horas. A primeira dessa sequência assemelha-se a primeira da lista anterior: ao contrário, aqui usei o ISO 400, em uma parte fechada da mata que envolve umas das pistas do Areião. A segunda, usei o ISO 1600, aproveitando a iluminação do poste do lado de fora, em cima da área de musculação do parque. A terceira, usei o ISO 6400, o segundo mais alto da câmera. Acreditem ou não, mas a mata estava o 'breu', nessa hora. Pode notar que a imagem ficou bem 'granulada' isto é, o foto sensor da câmera estava tão alto que permitiu pequenas 'falhas' na reprodução da imagem. 

Contudo, já no Vaca Brava, usei de outros recursos da câmera, em especial o Balanço de Branco (WB). Pra quem não sabe, o Balanço de Branco é um recurso que possibilita realçar cores nas imagens produzidas. Muitas vezes, as configurações da câmera dão prioridades a certos tipos de cores e/ou formas, o que muitas vezes propicia uma distorção na reprodução de determinados objetos. Com esse recurso, o fotógrafo pode escolher como quer que suas imagens sejam reproduzidas.

Como tirei fotos do Vaca Brava a noite, escolhi aqui algumas fotos que mostram a diferença do Balanço de Branco. Para facilitar a visualização e comparação, tracei o seguinte método: a primeiras imagens de cada par de imagens tem a opção Flash (que realça e enriquece todas as cores), e a segunda a função Luz Incandescente (que realça a tonalidade das luzes incandescentes, enquanto deixa as outras cores em menor força). Todas as fotos usei o ISO 1600.

1º par:





2º par:


3º par:


4º par:



Espero que gostem das fotos. Até mais.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Paul e os gafanhotos

Mesmo demorando um tempo para voltar a postar, aqui estou eu.


Percebo que foi uma boa escolha não ter definido uma data para postar novamente. As vezes enrolo bastante, e sem ter compromisso - ainda - com o blog me deixa bem mais a vontade.

Mas, enfim...

A duas semanas atrás, precisamente segunda feira, dia 06 de maio, teve o show do Paul aqui em Goiânia. Estava muito ansioso pra assistir-lo, já que uma oportunidade dessas aqui ia demorar um bom tempo para acontecer de novo. 


Meus amigos Letícia e Rafael vieram, e fomos nós três para o Serra Dourada. Já havia assistido ao Paul com ele antes, em 2011, no Rio de Janeiro. Aquela foi uma boa viagem. Tirando o extremo cansaço de acampar em frente ao portão do Estádio, ficar em pé por umas 8 seguidas, e ainda estar sobre o efeito de um antibiótico, foi tudo muito bom. 

Agora, estávamos em setores diferentes. Enquanto eles iriam encarar a arquibancada, eu estaria na Pista Premium, em frente ao palco. Apesar da ansiedade de poder ver o show bem de perto, logo quando eu entrei sabia que teria um contra em tudo isso. 

Voltando um pouco no tempo...

As filas para a entrada do estádio estavam gigantescas. Primeiramente, não havia informação o suficiente para a demanda de público. Pra quem não conhece, a principal entrada do Serra Dourada é através de uma rampa que fica em frente à Avenida A, e foi lá onde ficaram concentradas as entradas para todos os setores. Sim, ao invés de abrir as diversas entradas do estádio, para fazer de cada uma delas entradas específicas para cada setor, os produtores resolveram colocar todas as entradas por aquela rampa. No começo e no final, havia os guichês que separariam as entradas.

Enfim, depois de uma espera um tanto boa - eu creio que foi uns 45 minutos -, consegui achar minha fila certa. Foi aí que eu reparei que as escadas laterais da rampa não haviam sido fechadas, o que resultou numa baderna de 'fura-filas', fazendo com que a fila 'principal' (se aquela altura ainda existia aquilo) não andasse.

A essa hora, eu concentrava meus esforços para não xingar uma família na minha frente. Totalmente felizes pela realização de um sonho que ocorreria algumas horas a frente, ficavam totalmente bêbados e cantando diversas músicas dos beatles, como 'Come Together', 'Help' e 'In My Life'...normalmente faria nada, mas já que  eram tão irritantes, porque não cantavam as músicas do Beatle que iriam assistir? Por que encher o saco com músicas de um cara que morreu há mais de 30 anos? Sim, essas músicas são de John Lennon, e Paul McCartney não as toca há MUITOS anos.

Abaixo, coloquei duas fotos que mostram a situação da fila. Usei a câmera do meu celular, e mesmo as fotos não ficando muito boas, consegue-se ver um pouco da situação.



A primeira foto foi tirada quando chegamos ao estadio. Na esquerda da foto, onde provavelmente seria o início da fila é, na verdade, onde ela estava se dividindo. Até então, era uma arruaça de pessoas, um amontoado de gente que não tinha a mínima noção de como a entrada estava sendo (des) organizada.

Na segunda, eu tirei quando eu finalmente tinha alcançado o primeiro guichê que separava as filas. Já estava na fila a mais de 40 minutos, e totalmente estressado. Cá entre nós, a família que me estressou ainda mais deve ser essa à minha frente, a começar por essa loira aí.

Enfim, cheguei no gramado. O palco muito bonito, muito bem arrumado, e o estádio lotado. Sim, estava muito cheio. Pela próxima meia hora, ficamos escutando um Dj que tocava várias músicas dos Beatles em versões remixadas. Confesso que algumas ficaram bem legais, como 'Day Tripper' e 'Back in the U.S.S.R.', mas de resto, nem me chamou muito a atenção.

E então, começaram os vídeos de introdução do show. Eu não saberia dizer se eram iguais ou apenas similares aos do show no Rio, mas, seja igual ou não o de dois anos atrás, foi algo muito bem bolado. Tá certo, depois dos 10 minutos fica totalmente enjoativo, mas até então, era bem bacana. Um passeio pelos 70 anos da vida de Sir Paul McCartney, incluindo seus casamentos, filhos, carreira solo, e Beatles.

Aqui embaixo, duas fotos desse momento:



E eis que, depois de um tempo esperando, surge um dos astros da noite: Num terno Rosa, Macca entra no palco, e o público vai a delírio!!! Sensacional...foi ótimo ver o cara de perto, mas ver as adolescentes de meia idade gritando ao meu lado, junto com suas enrugadas tatuagens dos Fab Four andando pela Abbey Road, ou os mesmos fazendo o sinal Help em código, me fez pensar se a arquibancada também não teria suas vantagens, assistindo tudo sentado, sem precisar me preocupar com pisões no tornozelo.

Fora isso, o show foi excelente. Sem dúvida, muito melhor que o do Rio. Um set list bem diferente, a começar de 'Eight Days a Week', que não era tocada desde 1965, uma época na qual nem minha mãe os conhecia.

Desde o começo da apresentação, ficava pensando: Seria legal ter um fato que destacasse a apresentação de Paul aqui em Goiânia. Nada de ser qualquer regionalismo, até porque o artista preocupa em dizer algumas palavras em português, tentando seguir o sotaque e as gírias locais. 

Eis que vejo, e percebo que o palco possui efeitos especiais bem 'naturais'. O que eu achava que eram partículas da pirotecnia, ou mesmo da fumaça do palco, eram uma chuva de gafanhotos e mariposas. Daí lembrei: estamos no cerrado. Welcome, Paul!!!

Não consegui tirar muitas fotos dos animais, pois eram bem pequenos, e a resolução da câmera do meu celular, bem fraca. Mas consegui uma que, mais ou menos, mostra isso. Se repararem bem, há um gafanhoto na manga direita de Paul, quando este estava sentado ao piano. Se não me engano, a música era 'The Long and Winding Road'. Acredito que deveria ser Harold, um gafanhoto nomeado por Paul, que passou boa parte do show em seu ombro. Sim, sempre há alguém mais premium!!!



Agora, vou ficando por aqui. Vou postar mais algumas fotos embaixo. See ya!!!







terça-feira, 30 de abril de 2013

Retirando o ingresso pro show do Paul

Bom, agora que já fiz uma introdução, é hora de começar a narrar...


Creio que muitos outros goianos (e até mesmo goianienses), assim como eu, nunca foram ao Estádio Serra Dourada. Hoje à tarde fui lá, buscar meu ingresso para o show de Paul McCartney, que vai ser na próxima segunda. A ansiosidade por pegar o ingresso, bem como pra já conferir um pouco do local, era bem grande.


Chegando lá, deparei com algumas situações. Não foi o clima. Aliás, pelo pouco tempo que estou aqui, já que sei que o calor, o tempo seco, bem como altas umidades e chuvas, são um registro comum da cidade. Enfim...


Eu não consigo entender certas situações. Havia poucas pessoas na fila, e mesmo assim havia uma boa bagunça. Como já notei, e vou mostrar aos poucos, o que Goiânia tem de bom, tem de ruim. E, no quesito prestação de serviços, mesmo os particulares carecem de uma organização. O que me chamava atenção na fila foi que várias das pessoas não conseguiram retirar seus respectivos ingressos, porque não havia levado o cartão de crédito. Detalhe: estava escrito no voucher de compra que, para retirar os ingressos, era necessário levar um documento original com foto, o voucher assinado e...o cartão de crédito.


Normalmente, não teria dado a mínima. Mas, como a situação causou tanta indignação e constrangimentos, fiquei com a pulga atrás da orelha. Ao mesmo tempo que entendia o esforço dos funcionários em cumprir e fazer valer o 'protocolo', fiquei pensando o que tem a ver um cartão de crédito com toda essa baderna. Claro que há o ponto de que tal cláusula estava no voucher, portanto na política de venda da empresa. Mas, ainda assim achei estranho. Outros estavam reclamando de não terem levado as suas carteiras de estudante, para comprovarem a meia entrada. Mas, nessa altura do campeonato, já tinha desligado a cabeça para esses detalhes. Como eu tinha tudo 'em ordem', só queria pegar meu ingresso, sair daquele sol quente, e vir pra casa.


O nível de tensão estava, digamos, alto. Mas, ainda assim, pude conversar um pouco com algumas pessoas. A maioria estava vendo Paul pela primeira vez. Mesmo já o tendo assistido, no Rio em 2011, parecia que também seria minha primeira vez. Gente do interior do Estado todo estavam vindo, o que achei bacana. Alguns me disseram que parentes do Mato Grosso e do Tocantins viriam para o show, e que não achavam ruim a ideia de Goiânia receber a apresentação, cuja ideia inicial era para ser em Brasília. Ao contrário, estavam todos contentes. Se foi mais pelo fato de ter um artista tão importante na cidade, ou como tal fato chegou a ser concretizado, eu não sei. Como eu disse um pouco antes, a cidade cresce, as opções de lazer também. Mas ainda há muitos percalços para serem superados.


Foi quando notei a bela vista que cercava o Estádio. Por ter a estrutura alta, pode-se ver várias partes da cidade de lá: bem no centro da entrada principal, a longa distância da Avenida 88, os prédios da PUC - GO do lado direito, e o Jardim Goiás do lado esquerdo. Mais além; boa parte do centro e do Setor Sul estão a mostra. No fundo, literalmente em uma vale, vai o córrego Botafogo, totalmente cercado por uma extensa e barulhosa Marginal, agora ainda mais bagunçada, visto que há viadutos sendo construídos em alguns cruzamentos cruciais. O progresso também chega em Goiás. E, embora de jeito estranho e bagunçado, ele traz os benefícios. A cada dia que passo aqui, vejo que a melhor forma de olhar pra Goiânia é entender a sua especificidade. Se vocês me perguntarem, ainda não terei a resposta. 


Lamento ter esquecido de tirar uma foto dessa vista, mesmo não tendo uma câmera que faz panorâmicas. Fico arrependido agora, mas como tive a ideia do blog apenas quando cheguei em casa, estou perdoado. Deixarei uma foto aqui quando eu voltar lá, já que isso não vai demorar.


Fica aqui embaixo uma foto do ingresso. Não é o mais bonito que já vi, mas vale bem a pena.


Apresentação


Olá a todos!

O meu objetivo com esse blog é descrever um pouco do que vejo no dia-a-dia pela cidade de Goiânia. Moro aqui há - oficialmente - 3 meses, mas desde o ano passado tenho bastante contanto com a cidade. Sou do interior do Estado, de Jataí, mas morei os últimos cinco anos em Uberlândia, onde me graduei em História pela Universidade Federal de Uberlândia. 

Quando mudei para cá, senti um certo choque cultural. Comparei as divergências de Goiânia com Uberlândia, e as várias aproximações também. Estas duas cidades estão permeadas de Indústrias e produção agropecuária, não somente pelos seu municípios, mas também por regiões (Uberlândia é a 'Capital' do Triângulo Mineiro, ao passo que Goiânia é a capital do Estado de Goiás, região agropecuária por excelência). 

Por meio de fotos, vídeos - quando der certo -, e textos com as minhas observações, procurarei mostrar uma cidade que vai muito além do Folclore sobre ela mesmo. Ou, no menor das probabilidades, reforçar algumas visões. Até isso, creio eu, será um bom lucro.

Para terminar essa apresentação inicial, vou estabelecer algumas coisas. Primeiramente, não terei um cronograma certo para postagens. Se eu conseguir manter a média de uma por semana, já estou satisfeito pelo começo. Espero que aqui seja um 'laboratório', onde eu possa ensaiar qualquer coisa que eu quero escrever, fotografar, e etc. Gostaria de expor, também, o porquê de estar realizando este blog: a primeira justificativa já foi descrita, aqui acima. E a segunda é...bom, uma tentativa de fugir do tédio e preencher o dia. 

Espero que, para àqueles que acessarem o blog, gostem.

Abraços.

Ps: coloco aqui abaixo uma das fotos que eu tirei pela cidade. À medida do Tempo, espero postar fotos mais bem produzidas, já que fotografia é uma área na qual quero me aprimorar.

(Essa foto foi tirada no ano passado, e usei o Samsung Galaxy 3. Ela é de uma cobertura que fica em frente à praça da T-8, na esquina do cruzamento entre as avenidas T-8 e T-2. Realmente, eu não lembro o que fazia lá, mas acho que ficou boa. Dá pra ver o resto do Setor Bueno ao fundo, no sentindo Aparecida de Goiânia.)